quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O casal quase perfeito...

O casamento quase perfeito é a união de duas liberdades.
O homem é livre. A mulher é livre.
Mas o amor é tão forte, que os dois consideram a sua união um bem maior
do que a sua liberdade.
E renunciam a tudo para ter filhos e vê-los crescer com amor.
Não existe casamento perfeito.
O máximo que um casal consegue é um casamento quase perfeito.
Um casal chega a isso quando praticamente tudo entre os dois é harmonioso.
Um sabe o que machuca o outro e, por isso,
evitam palavras, gestos ou atitudes que ferem o outro cônjuge.
Os dois se esforçam para errar o menos possível.
Mas quando o erro acontece, por menor que seja, quem o cometeu sabe pedir perdão
e quem foi vítima sabe perdoar.
Tudo leva ao diálogo.
Tanto o marido como a mulher são gentis e bem-educados um com o outro,
não importa se estão perto ou longe dos outros.
Não há artificialismo, não há fingimento, não há faz de conta.
Seu amor é tão claro, que tudo o que ajuda o amor a crescer torna-se lógico e natural.
O casal quase perfeito tem pecados e imperfeições,
mas as qualidades são sempre mais visíveis.
Feitas as contas, os dois têm mais qualidades que defeitos, mais virtudes que vícios,
mais acertos que erros.
Não precisam se suportar, porque se amam e sentem prazer de estar juntos.
Os problemas normais da vida, em comum,
parecem o preço justo que pagam para ter tamanho amor.
E a vida se torna um bem curto e passageiro quando as pessoas se amam como eles.
Aproveitam tudo e aprendem com tudo.
Até com suas pequenas brigas de reajuste.
Exercício imenso de humildade, o casamento feliz consiste em dizer:
"Não posso e não quero viver sem você. Poderia e conseguiria, se quisesse,
mas seria tolice desperdiçar o que você me dá.
Nada vale mais do que o nosso amor.
Eu não quero ser livre. Quero você por dentro".
Excluídos alguns direitos, também são assim as amizades perfeitas.
Só que o casamento é mais perfeito. É doação maior e vai mais fundo.
Mas é, antes de tudo, uma amizade que, de tão boa,
desembocou na decisão do casamento.
E ai dos casados que não são, antes de tudo, amigos e conselheiros um do outro.
A sociedade atual supervalorizou os direitos da pessoa,
em detrimento dos direitos da família.
Por isso, os casamentos andam tão imperfeitos.
Tirar o máximo de prazer de outro e dar o mínimo necessário é um mau negócio.
Está longe de ser uma decisão inteligente.
E é exatamente o que muitos homens e mulheres fazem.
Não servem um ao outro e os dois aos filhos; servem-se um do outro.
O divórcio moderno é uma instituição muito velha, tão antiga quanto o casamento infeliz.
E tem muito a ver com a insatisfação dos cônjuges.
Não tem a ver com o amor, mas com o desamor.
Casar é algo divino, mas corre o risco com o desamor.
Casar é algo divino, mas corre o risco de ser passageiro demais.
Se faltar Deus, falta tudo...
Só tem chance o casal que fundou sua casa sobre a rocha.
Nem vento, nem chuva, nem contratempo algum a derrubou,
porque os construtores queriam que durasse.
E souberam cosntruí-la.
É desses casamentos que um povo precisa.
O casal imperfeito demais não resiste.
O perfeito demais é uma farsa.
Só o quase perfeito tem chance.
É realista e sadio.
Continua a trabalhar no casamento como se fosse a obra-prima de suas vidas,
que só estará concluída quando um dos dois partir para a eternidade.
O casamento quase perfeito é quase eterno.
Só não o é porque a morte existe.
Essa é a doutrina dos católicos romanos.
Pe. Zezinho, scj
Do livro: Orar e pensar como família - Paulinas

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