quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Minha visão da vida, baseada no que aprendi na Doutrina Espírita


A nossa existência é vivida em etapas...


Quando crianças, temos a vantagem de não ter responsabilidades,

é o tempo de reparar nos adultos e aprender a ser “gente grande”

Já na adolescência, achamos que já somos adultos, capazes de nos bastar sozinho, mas ao primeiro sinal de perigo, ou medo, corremos para os braços dos pais, como uma criança amedrontada.

É a etapa de transição.

É nesta etapa da vida, que começamos a aprender de verdade o que significa ser adulto.

Já temos algumas responsabilidades ,muitos deveres e nenhuma obrigação. É nesta fase que começamos a pensar mais sério no futuro... começamos a tomar algumas decisões e pensar qual é a profissão perfeita para nós.

É uma fase especialmente marcada, pela amizade. Temos vários, muitos e ótimos amigos.

Inseparáveis... não conseguimos fazer nada, se não estivermos juntos, é a nossa segunda família....(pra não dizer que preferíamos que fosse a primeira) !

É nesta etapa que conhecemos aquelas pessoas que estará sempre presente em nossa vida, de uma maneira ou de outra. Nesta etapa, conhecemos o(a)s melhores amigo(a)s. É nesta etapa que descobrimos também o Amor, pela primeira vez. É nesta etapa que temos a primeira decepção amorosa, ou a Amor a primeira vista, e se der certo, pode ir para a outra etapa da vida... o casamento.

Se a pessoa escolher estudar (o que não foi o meu caso) ela terá uma etapa de deixar tudo para depois... casamento, filhos...agora se a pessoa for como eu, e escolher o casamento, aí sim...eu posso falar com clareza, tudo que eu vivi e aprendi.(e muitas coisas hoje eu entendo melhor, depois do estudo espírita)

Após o casamento, me dediquei em tempo integral a cuidar do lar e criar da melhor maneira possível os filhos que decidimos ter. Isso não foi destino ...foi escolha...

Quando nascemos, já trazemos um projeto feito no plano espiritual, em que ambos (eu e meu marido aceitamos) iríamos nos encontrar aqui na terra, para resgatar dívidas passadas, ou então provacionais, onde ambos têm, a chance de evoluir com aprendizado.

(Classificação dos Casamentos: Na visão espírita


Acidentais: encontro de almas inferiorizadas, por efeito de atração momentânea, sem qualquer ascendente espiritual.


Provacionais: reencontro de almas, para reajuste necessários à evolução de ambos.


Sacrificiais: reencontro de alma iluminada com alma inferiorizada, com o objetivo de redimí-la.


Afins: reencontro de corações amigos, para consolidação de afetos.


Transcendentes: almas engrandecidas no Bem e que se buscam para realizações imortais.


Evidentemente, o instituto do matrimônio, sagrado em suas origens, tem reunido no mesmo teto os mais variados tipos evolutivos, o que vem demonstrar que a união na Terra, funciona, às vezes como meio de consolidação de laços de pura afinidade espiritual, e noutros casos, em sua maioria, como instrumento de reajuste.


Algumas vezes o lar é um santuário, um templo, onde as almas engrandecidas pela legítima compreensão exaltam a glória suprema do amor sublimado.


Em sua maioria, porém, os lares são cadinhos purificadores, onde, sob o calor de rudes provas e dolorosos testemunhos, Espíritos frágeis caminham, vagarosamente, na direção do Mais Alto."


(Fonte: Estudando a Mediunidade, Martins Peralva, Editora FEB, Capítulo 18, Espiritismo e Lar, pg 101.)

(No meu caso, acho que foi um acordo PROVACIONAIS...)

Explico : A minha história com o meu marido, começou cedo, desde crianças...nossos irmãos se conheceram primeiro..e se casaram..(minha irmã e o irmão mais velho dele)...começamos a namorar adolescentes.

Por algo que não sabíamos entender, parecia que por algum motivo a gente não podia se perder um do outro...foram muitas idas e vindas, até que se completasse 8 anos de namoro para que a gente se casasse.

Quando nos casamos, estávamos cheios de planos...mas foram só planos...

Tivemos que passar por tantas provações, que não foi fácil... se nós não estivéssemos com tão firme propósito de manter o casamento, teríamos nos separado no primeiro ano de casados...(Indiferenças)

No meu caso ...aqueles amigos da etapa da minha vida de adolescente, tive que deixar para trás, pois o meu marido, foi sempre muito ciumento e inseguro. (e os meus amigos sempre foram tudo na minha vida )
Acho que por causa da liberdade que eu tinha junto a eles....

Para manter o casamento, abri mão das minhas amizades...

Vieram então os filhos, cada um com um problema diferente, que juntos, tivemos que lutar para criá los ..isso dependeu tanto de mim como dele...

Outra curiosidade, antes mesmo de casar, eu já sabia que teria 3 filhos, dois meninos e 1 menina...nesta ordem...

Pois bem ... depois de provações com nossos filhos e ter conseguido cria-los, foi a etapa mais difícil pela qual eu passei...a DEPRESSÃO e as nossas INDIFERENÇAS...

(A Depressão, veio para que eu resgatasse todo o lixo acumulado no meu interior, e separasse o que poderia ser reciclado e o que tinha que ser jogado fora imediatamente )....

Bom... quem me conhece e me viu passar pelo que passei, sabe também quantas foram as vezes que resolvi desistir da vida a dois...cheguei várias vezes arrumar as malas, e 1 vez a deixar a casa sem querer voltar...foi a ETAPA do desentendimento...

O meu marido se achava meu dono... por muitos anos vivi assim...principalmente por causa dos filhos.

Mas depois, estudando o espiritismo, aprendi que ele tinha medo de me perder (talvez uma insegurança de outra vida)

Mas quando o casamento se transformou em uma verdadeira prova de fogo, foi que as “provações verdadeiras” começaram a aparecer e as nossas indiferenças colocadas em pratos limpos... ( Foi a Etapa dos REAJUSTES, e Entendimentos, que precisávamos ter para a nossa evolução)


Hoje sabemos que ninguém é dono de ninguém, e duas pessoas só conseguem ficar juntas se tiverem liberdade. E o Amor, a Confiança e o Respeito, tem que estar presente o tempo todo.

Nossa vida mudou muito depois destes reajustes... é lógico, que ainda não está 100% e acho que nunca chegaremos a tanto, talvez a gente precise voltar mais vezes neste mundo ou em outro, para continuarmos a evoluir, mas até o presente momento, estou muito satisfeita com o que venho aprendendo e vendo as mudanças na minha vida, com a consciência do porque elas acontecem.

Várias coisa importante aprendi... porque algumas pessoas são tão marcantes na nossa vida...porque algumas pessoas passam pela nossa vida como se fossem um meteoro, mas que precisavam passar, porque outras se afastam e voltam um tempo depois...tudo isso, é porque nós precisamos evoluir, e as vezes este afastamento ou até mesmo estas passagens, foram programadas para acontecer, mas não nos lembramos. E somente com o estudo da Doutrina Espírita, conseguimos entender porque isso acontece. O que me marcou também ...a primeira pessoa a frequentar a Doutrina Espírita na minha casa, foi a minha irmã e meu cunhado, nós fomos depois, bem depois, mas algo nos fez que entrássemos de cabeça, para aprender, mais e mais.

Um dia enquanto estava tendo uma palestra, resolvi conversar com o médium responsável pelo Centro e tirar algumas dúvidas. Perguntei a ele, o porque de ter determinado sentimento por uma pessoa...ele me disse que esta pessoa esta na minha vida para que nós pudéssemos nos entender e resgatar tudo de ruim que ficou lá atrás...ele falou tudo que eu sentia em relação pessoa, me descreveu como ele era, a sua personalidade, e também me falou que ele se parecia com outra, que eu também tinha problemas...e ele falou com uma naturalidade que parecia que já conhecia aminha vida. Ele falou calmo e tranqüilo: estas duas pessoas estão na sua vida, para que vocês de alguma maneira se entenderem .... (?) Aquelas palavras caíram como uma luva...

Hoje eu entendo que a cada dia que passa, precisamos estar sempre cientes, de que se algo esta acontecendo em nossa vida, qualquer provação, ou ter que conviver com determinada pessoa, é porque temos dívidas a ser resgatadas, ou então porque de alguma maneira precisamos ajudar aquela pessoa evoluir.

Por enquanto é só....

By Cleo...
Agora um artigo sobre a depressão....na visão Espirita

A depressão é um sintoma que nos diz que não estamos nos amando como deveríamos.
O caminho para sairmos dela é preencher este vazio com a recuperação da auto-estima e do amor em todos os sentidos. Primeiro, procurando nos conhecer e nos analisar, com o intuito de nos descobrirmos, sem nos julgarmos, sem nos punirmos ou nos culparmos. E depois, nos aceitarmos como somos, com todas as nossas limitações, mas sabendo que temos toda potencialidade divina dentro de nós, esperando para desabrochar como sementes de luz. Isto nada mais é do que desenvolver a fé em si e no criador, sentimento este que transforma e que nos liga diretamente a Deus.

Uma pessoa consciente de sua riqueza interior passa a ter segurança e fé nas suas potencialidades infinitas, começando a gostar e acreditar em si, amando-se e a partir de então, sentindo necessidade de expandir este sentimento a tudo e todos. Começa assim a se despertar para os verdadeiros valores da vida espiritual, se transformando numa pessoa feliz e sorridente, pois onde existe seriedade, há algo de errado; a seriedade está ligada ao ser doente.

Sorria e seja feliz amando e servindo sempre.

A terapia contra a depressão se baseia no amar e no servir, se envolvendo em trabalhos úteis e no serviço do bem. Seja no trabalho profissional, no trabalho do lazer, ou no trabalho de servir ao próximo, o indivíduo se ocupa, exercita o amor, e deixa de se envolver com as lamentações, pois a infelicidade faz seu ninho no escuro dos sentimentos de cada um. Dificilmente conheceremos um deprimido, entre aqueles que trabalham a serviço do bem.

Para doarmos este amor, não basta somente fazermos obras de caridade, temos que nos tornarmos caridosos; antes de fazermos o bem temos que ser bons. Darmos um pão, um agasalho, mais junto colocarmos uma boa dose de afeto e carinho. Ser acima de tudo generosos, que é a caridade com afeto. As pessoas estão com fome de amor, de calor humano, um ombro amigo, um abraço, um aconchego e uma palavra de carinho.

Às vezes, com um simples sorriso, um bom dia, um olhar afetuoso, nós estamos doando energia e transmitindo vida.

O homem alcançou um enorme progresso intelectual, satisfazendo suas necessidades materiais com os avanços tecnológicos. Porém, ainda se depara com enormes dificuldades na convivência fraterna com o seu semelhante. Estamos cada vez mais próximos um dos outros através dos meios de comunicação e, no entanto, mais afastados emocionalmente. Agora, o homem está sentindo a necessidade premente de desenvolver a afetividade, de se envolver, amar e sentir o seu semelhante.

Temos que ressuscitar e liberar a criança que está esquecida dentro de nós. Para resgatarmos esta criança que adormece em nós, é necessário que vejamos o mundo de forma positiva e otimista. A nossa criança interior, geralmente se encontra retraída e oprimida, porque a vida nos apresenta de forma desagradável; ainda não vivemos de forma natural, espontânea e isto gera ansiedade e sofrimento. Como a criança é movida pelo prazer, ela se recolhe e não se manifesta.

A criança não se julga, não se pune. Ela apenas vive o hoje, o agora, integrada perfeitamente a Deus e à natureza. “Deixai vir a mim as criancinhas porque o reino dos céus é de quem vos assemelham” – com estas palavras quis Jesus dizer que teremos que ser puros, autênticos, integrados com a nossa natureza divina, sem fugas ou máscaras, para alcançarmos a nossa evolução espiritual.

Ter atitudes simples, como lidar com animais, brincar com crianças, atividades criativas como a pintura, tocar um instrumento, fazer pequenas tarefas domésticas, cozinhar, manter uma conversa amena, contar um caso, ver um bom filme, escutar uma música, cantar, sorrir, ouvir com atenção, olhar com ternura, tocar as pessoas, abraçar, fazer um elogio sincero, curtir a natureza, admirar o por do sol, etc. Estas são tarefas que muito lhe ajudará a reencontrar o equilíbrio e a harmonia interior.

Manter sempre o bom humor. Aquele que tem no ideal de servir uma meta de vida, será sempre uma pessoa feliz.

Na vida o que mais importa é o amor e o bem querer das pessoas, viver suas emoções; não se deixar afetar por coisas pequenas.

Muitas vezes nos deixamos abater por problemas, que se olharmos com olhos de Espíritos Eternos em passagem pela Terra, não valorizaríamos.

Substituir sentimentos de auto-piedade por vibrações em favor dos que sofrem.

Se olharmos com atenção e interesse ao nosso redor, veremos que existem pessoas com problemas muito piores, que o nosso a pedir socorro.

Procurar praticar atividades físicas regulares, como a caminhada, um esporte, um lazer. A mente parada começa a criar pensamentos negativos, que se assemelham a lixos amontoados dentro de casa. Com estas atividades, você estará desviando sua mente destes pensamentos deletérios.

Tornar-se empreendedor, dinâmico, criando idéias novas e construtivas em benefício do semelhante, com motivação para implementá-las, junto ao grupo ou a comunidade que pertence.

Não fique estagnado esperando que a coisas aconteçam em seu favor. Aja em favor do próximo e não se surpreenda se você for o mais beneficiado.

Leituras edificantes, uma conversa com um amigo, um terapeuta ou um orientador espiritual, ajuda você a ver o problema por um outro ângulo.

A oração é um recurso indispensável no processo de recuperação. Através dela estabelecemos sintonia com a Espiritualidade Maior, facilitando o caminho para que nos inspirem e revigorem nossas energias.

Não nascemos para sofrer. A vontade de Deus é a nossa alegria e a nossa felicidade.

Se sofrermos é por nossa causa. Os nossos problemas e nossas dificuldades devem ser interpretadas como instrumentos para nossa evolução.

Nunca devemos nos deprimir ou nos revoltar contra eles.

O melhor aprendizado, é aquele que tiramos de nossa própria vida.

Vocábulo “crise” em algumas línguas podem ter dois significados: a oportunidade ou perigo. Oportunidade de crescimento ou perigo de queda.

O que importa é sabermos que os problemas , que deparamos na vida só surgem quando já temos condições de solucioná-los.

Como disse o Mestre Jesus: ” O Pai não coloca fardos pesados em ombros fracos”. Deste modo, ficamos mais fortes ao saber que temos todas as condições interiores, para enfrentar as dificuldades que a vida nos apresenta.

Ter consciência, que acima de tudo, tem um Deus maior a zelar por nós e que nunca nos abandona. Confiar em Jesus e seguir seu exemplo de vida: “Eu sou o Bom Pastor; tende bom ânimo; não se turbe o vosso coração; vinde a mim vós que andais afatigados, cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei”.

O casamento na visão espírita



Sem rituais, as uniões espíritas priorizam o amor e as afinidades existentes entre o casal.


Na Inglaterra da Idade Média, a rainha Vitória nem poderia prever que seus atos repercutiriam tanto e se
tornariam uma tradição. O que teria feito Sua Majestade? tomou atitude muito simples: decidiu se casar de véu - naquela época, os soberanos jamais se cobriam para poder comprovar sua identidade -, com flores no cabelo e um vestido branco. A cena parece familiar?
O casamento como se conhece nos dias atuais, é muito mais antigo que a rainha Vitória. Seu ritual iniciava na Roma Antiga, quando era possível encontrar registros de que as mulheres se vestiam adequadamente para a ocasião. Porém, a união de um casal, na visão espírita, vai além de uma cerimônia, com seus festejos e vestimentas.
Existe ritual de casamento para a doutrina espírita? “Não”, diz o procurador do Estado do Paraná, Joel Samways Neto. “De todas as descrições feitas pelos espíritos sobre casamento, não há menção a ritual de casamento espírita”.

Então, os espíritas não casam? “Casam!

A diferença é que não temos o ritual religioso. O casamento tradicional, independentemente da religião é um ritual. E como não temos rituais, não há uma cerimônia religiosa em um casamento entre espíritas”, afirma o professor e coordenador de grupos de estudos espíritas Paulo Henrique Wedderhoff. Na realidade, o que importa são as intenções pelas quais o casal decidiu se unir. E aí, deve-se colocar em foco o que seria um princípio básico do Espiritismo: o amor.
Fatores de união
A pedagoga Maria Aparecida e seu marido, o advogado Everton Ribeiro, acreditam que muitos fatores devem existir para a união de um casal, mas “todos eles pouco valem se o casamento não estiver fundamentado na maior das leis, que é a lei universal do amor, vivenciado na mais pura de suas definições”. Para eles, quando há esse sentimento, as consequências são “no mínimo, boas”.
Segundo Samways, quando a pessoa encontra outra com quem se assemelha, ela se potencializa, ou seja, se torna mais feliz, confiante e protegida. Casados há 33 anos, Maria Aparecida e Everton concordam: “a forma de se relacionar com a sociedade mudou, a relação com os amigos mudou, a possibilidade da paternidade estimulou e mudou a visão de uma nova trilha a ser seguida”. Eles comentam que, entre outras coisas, também deve haver ética, respeito e companheirismo.
Entretanto, há uniões que se tornam instáveis. Em seu livre-arbítrio – que é outro dos princípios básicos da Doutrina Espírita – , muitos casais optam pela separação. E, apesar de a doutrina ser divorcista (“...é uma lei humana que tem por objetivo separar legalmente o que, de fato, já está separado. O divórcio não contraria a Lei de Deus, uma vez que apenas corrige o que os homens fizeram...” Evangelho Segundo o Espiritismo), Samways acredita que o cidadão que possui caráter, reflete duas vezes antes de se divorciar e, até mesmo, antes de se comprometer.
Em mensagem escrita na obra “Como um homem pode enfrentar uma crise”, o espírito Leocádio José Correia diz que “A interação humana significa sempre entendimento e nunca confronto”.
Reflexão atual
Wedderhoff faz uma reflexão a respeito das vidas conjugais nos dias de hoje. “Será que as uniões que têm maior chance de sucesso não são aquelas em que o cônjuge casa para fazer feliz a pessoa que ama? Quando os cônjuges pensarem assim, será muito difícil a união se desfazer”.
Relacionamentos conjugais são edificações que devemos realizar todos os dias. “Casar é se comprometer com a felicidade de quem a gente ama”, diz o professor. E este pensamento é coerente com algumas observações trazidas pelo espírito Leocádio José Correia; segundo ele, “casamento é renúncia”, o que não significa peso ou desgaste quando se tem amor pela outra pessoa.
De acordo com “O Livro dos Espíritos”, o casamento é um dos instrumentos para a evolução humana. “O casamento, ou a união permanente de dois seres, é contrária à lei natural? É um progresso na marcha da humanidade” (Capítulo 4 – Lei da Reprodução). No Evangelho, também é enfatizada a idéia do ser humano constituir uma família para o seu próprio progresso. Porém, viver com outra pessoa não é uma obrigação; é uma escolha.
Em suas palestras, o espírito Leocádio José Correia alerta que nenhuma pessoa é obrigada a se casar. Ele cita ainda que muitos de nós escolhem “se casar” com a Medicina, com a Educação, com a Ciência ou com os projetos sociais. São caminhos diferentes, mas que igualmente proporcionam oportunidade evolutiva ao espírito durante sua trajetória na Terra.
União comemorada.
O fato de a doutrina não registrar os rituais de casamento não impede que os noivos comemorem sua união. Paulo Wedderhoff cita um exemplo de comemoração simples e simbólica a que compareceu. “Recentemente um casal de espíritas decidiu revelar sua decisão de compartilhar a vida a dois. Num dia foram ao cartório e no outro receberam alguns amigos e parentes para anunciar sua decisão e dividir a alegria. O noivo e o pai da noiva quiseram manifestar o sentimento de contentamento; um amigo do casal falou sobre o significado do casamento para a Doutrina Espírita. Ao final, um belo beijo nos fez testemunhas de um lindo momento”, conta.
“A simpatia que atrai um espírito ao outro é o resultado da perfeita concordância de suas tendências, de seus instintos; se um tivesse que completar o outro, perderia a sua individualidade”, está escrito em O Livro dos Espíritos – Capítulo 6, Vida Espírita. Nessa citação é possível desmistificar o termo comumente conhecido como “alma gêmea”.
Samways lembra que não existem espíritos iguais. O que ocorre com a maioria das pessoas é a semelhança, as chamadas “afinidades”. Por isso, é possível ter afinidades também com amigos e parentes. Na opinião do procurador, “nós só convivemos bem com quem se parece conosco”.


Obs. Se eu fosse me casar nos dias de hoje, após ter estudado a doutrina espírita, faria apenas uma reunião familiar para comunicar a decisão da união.


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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

É preciso renovar a relação



Meus Amigos separados não cansam de perguntar como consegui ficar casado 30 anos com a mesma mulher. As mulheres, sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo. Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo. Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário.


Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue: Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade.

Eu, na realidade já estou em meu terceiro casamento – a única diferença é que casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano, está em seu quinto,
porque ela pensou em pegar as malas mais vezes do que eu. O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher.

O segredo no fundo é renovar o casamento, e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação.

De tempos em tempos é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, seduzir e ser seduzido. Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua-de-mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção? Sem falar dos inúmeros quilos que se acrescentaram a você depois do casamento.

Mulher e marido que se separam perdem 10 kg em um único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares novos e desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo, a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.

Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou o mesmo marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é a sua esposa que está ficando chata e mofada, é você, são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo circuito de amigos. Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas se você se separar sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior.

Não existe essa tal ‘estabilidade do casamento’ nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma relação estável, mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensado em fazer no inicio do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, porque não fazer na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.

Portanto descubra a nova mulher ou o novo homem que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo interessante par. Tenho certeza que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.



a.d.
Romance Conto de Fadas


Amor e Sexo


Nossa cultura é viciada em romance; vivemos em uma enxurrada de romance derramada pela mídia. Você viu muitos filmes da Disney quando era pequeno? Muitos filmes com Tom Hanks e Meg Ryan recentemente? E Doris Day e Rock Hudson antigamente? Existem tantos filmes maravilhosos sobre pessoas que estavam destinadas a ficar juntas – filmes que nos influenciaram fortemente a desejar “a pessoa certa”. Somos viciados em romance e este vício é uma doença internacionalmente aprovada. Celebramos a doença do amor: admiramos e,às vezes chegamos até a invejar secretamente alguém abatido por aí, escrevendo o nome do seu amado em pequenos pedaços de papel, nos mostrando a péssima poesia que acabou de dedicar à pessoa na qual não para de pensar dia e noite, obsessivamente.

O fato é que para 99% das pessoas, isso é só uma fase, e uma fase não se perpetua para sempre, é temporária. Mas interpretamos esta ebulição hormonal como sinal de que encontramos a nossa tão sonhada alma gêmea. É de fato, um estado bastante gostoso, mas ficar de pilequinho também é e, em ambos, não estamos em nosso perfeito juízo. Não estamos equilibrados suficiente para dirigir um automóvel ou para decidir pelo casamento. Em ambos os casos, as decisões podem acabar em desastre.

Você, meu querido (a) ouvinte, deve estar achando que eu sou um guerrilheiro anti-romântico. Nada disso. Mas, lembre-se, quantas vezes estes sentimentos já o enganaram? Não sou de maneira alguma contra o romance. Apenas contra as ilusões que ele traz. Curta as emoções, vá fundo, mas não confie nelas, senão o príncipe ou (a) logo vira sapo

escrito por Dr. Luiz Ainbinder

Casamento não é corrente

De certa forma, é de admirar que tantos casamentos fracassem. É só considerar as forças que supostamente mantêm um casal unido. Amar e ser amado são algumas das vivências mais enriquecedoras por que passam as pessoas. Tem-se ainda uma série de produtos secundários do relacionamento – a intimidade, o companheirismo, a aceitação, o apoio para mencionar apenas alguns. A pessoa recebe consolo na saudade, alento no desânimo e tem com quem compartilhar os momentos de alegria. E há o bônus extra da gratificação sexual, que a natureza concede como um incentivo para o acasalamento. Tampouco se pode subestimar a satisfação em ter filhos e em constituir uma família.

As esperanças e o estímulo dos pais e de outros parentes, ao lado da expectativa da comunidade de que o casal permanecerá unido, formam as pressões que vêm de fora. Com tantas forças promovendo e fortalecendo os relacionamentos, o que pode sair errado? Por que o amor – deixando de fora todos os demais incentivos – não é forte o suficiente para manter unidos os casais?

Embora os cônjuges ou companheiros possam acreditar que falem uma mesma língua, o que uns dizem e os que os outros ouvem são muitas vezes coisas bem diversas. Assim, os problemas na comunicação causam ou agravam as frustrações e decepções que muitos casais vivenciam.

Os desentendimentos seguem numa escalada até o ponto sem retorno; o que é extraordinário, contudo, é que, se o casal perceber o desentendimento e o corrigir antes de ir longe demais, poderá controlar a tormenta.

Tão logo os desentendimentos e os conflitos se combinem para incendiar os rancores e ressentimentos a pessoa antes vista como amante, aliada e companheira passa a ser vista como antagonista.

Lembre-se, meu querido (a) ouvinte: “Não são correntes que atam um casamento. São fios, centenas de fios que vão entrelaçando os cônjuges entre si ao longo dos anos”.



escrito por Dr. Luiz Ainbinder

" A REVOLUÇÃO NO CASAMENTO "



" A REVOLUÇÃO NO CASAMENTO "



Foram tantos os fatores sociais profundamente significativos que influenciaram o casamento, que se tornou praticamente impossível isolar o impacto psicológico na relação. Primeiramente, existe o efeito dos métodos anticoncepcionais, bastante aperfeiçoados. O impacto da prevenção da gravidez na vida do casal mudou toda a estrutura do casamento. Antigamente, ser esposa era, certamente, uma das ocupações mais perigosas. As esposas eram sacrificadas poque não parecia haver menhuma outra alternativa ou perspectiva. Apenas mulherers solteiras ou estéreis tinham uma expectativa de vida mais razoável. HOje tudo isto está mudado. A disponibilidade dos métodos anticoncepcionais significa que a esposa não encontra-se mais totalmente ocupada com gravidez, amamentação e crianças. Significa que, fisicamente, ela está tão livre quanto seu marido para explorar relacionamentos fora do casamento. Ela têm também uma oportunidade maior de escolher entre família e carreira, ou ambas.Pela primeira vez na história a mulher é um agente fisicamente livre.O impacto sobre a política da família tem sido incalculável. Um segundo fator importante também afetou muito o casamento. É o aumento da expectativa de vida do ser humano, e o consequente aumento do período potencial de casamento. Em menos de 100 anos nossa esperança de viver mais dobrou. Um casamento antigamente tinha possibilidade de durar de 10 a 15 anos até ser desfeito pela morte,bem diferente do atual, onde é possível que ambos vivam por 50 anos antes que a morte leve um deles. As falhas que poderiam ser suportadas por 10 anos não serão por 50. A quantidade de elementos que podem mudar vidas e tornar um relacionamento instável é hoje multiplicada,a menos que o casal cresça junto e se ajuste bem a u mrelacionamento continuamente mutável. Um outro fator social a ser considerado é a progressiva aceitação do divórcio. Ninguém precisa mais sentir-se necessariamente amarrado um ao outro "até que morte os separe". Cada um tem sempre o poder de decidir se quer ou não manter o casamento.A mobilidade e a transitoriedade familiar tiveram um profundo impacto no relacionamento interpessoal do casamento. Questiona-se a importância e a necessidade de casar-se ou manter-se casado. Não existe mais uma família estruturada para amortecer as tensões. Portanto, qualquer deficiência no relacionamento torna-se realçada. A crescente liberdade sexual tem afetado profundamente o casamento. Estudos mostram que, antes do casamento, homen e mulher se envolveram em experiências sexuais em média muito mais que indivíduos mais velhos. A importância destes fatos para o futuro dos padrões matrimoniais dificilmente pode ser mudada, uma vez que cada um tende a reproduzir experiências prazerosas em momentos de crises. Todos estes fatores tornam o casamento mais arriscado, mais aberto a tensões, com menos probabilidades de durar.
 
 
 (*) JOSÉ HENRIQUE RIOS é psicólogo e psicoterapeuta clínico de base analítica. Formou-se pela USP e coordena o APP-ambulatório de psicologia psicossomática da PMRP e também atua na sua clínica particular. Seu ideal de vida é aplicar seus conceitos psicológicos à terapêutica.

DEPRESSÃO"


"DEPRESSÃO"


A depressão ocorre quando a raiva fica recolhida e voltada para o interior de nós mesmos. Ela torna-se rancor e começa a roubar da vida o seu significado, deixando a pessoa sem energia. As pessoas deprimidas estão sempre lutando para conter a raiva e rancor. Os principais sintomas da depressão são: falta de interesse, insônia ou hipersonia, perda ou ganho de peso, fadiga, sentimento de culpa, baixa concentração, desânimo, tristeza, lentidão e negativismo. Para compreender uma determinada depressão é preciso saber quais os sentimentos que realmente estão em jogo. Na verdade, dirigir a energia para fora é o primeiro passo para romper o ciclo.

(*) JOSÉ HENRIQUE RIOS é psicólogo e psicoterapeuta clínico de base analítica. Formou-se pela USP e coordena o APP-ambulatório de psicologia psicossomática da PMRP e também atua na sua clínica particular. Seu ideal de vida é aplicar seus conceitos psicológicos à terapêutica.