quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Abandonada pela vida....



Me sinto só, abandonada
Uma alma perdida na escuridão do esquecimento
Alguém sabe quem sou?
Alguém sente minha falta?
se eu morrer agora, alguém perceberá?
se eu morrer agora alguém, minha falta sentirá?
Por quê estou neste plano;
se os vivos nao me veem?
pra que estar na Terra;
se meu destino é o espaço?
me sinto invisível, impercebível
Como me sentiria se me notassem?
como me sentiria se me aceitassem?
nao sei, como saberei?
nunca me notarão,
nunca me aceitarão.
sou um espirito com corpo invisível,
Sou um corpo sem alma.
sou apenas um ocupante terrestre.
Alguém que deveria estar do outro lado
Alguém que deveria estar com quem lhe vê.
Este Alguém, este EU...
me sinto como uma alma perdida
uma alma perdida na escuridão do esquecimento...
By: Pandóra Dark

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A DEPRESSÃO NA VISÃO ESPÍRITA

A DEPRESSÃO NA VISÃO ESPÍRITA
Dr. Wilson Ayub Lopes
 
A depressão pode ser conceituada como uma alteração do estado de humor, uma tristeza intensa, um abatimento profundo, com desinteresse pelas coisas. Tudo perde a graça, o mundo fica cinza, viver torna-se tarefa difícil, pesada, com idéias fixas e pessimistas.
Poderíamos considerá-la como uma emoção estragada. As emoções naturais devem ser passageiras, circularem normalmente, sem desequilibrar o ser. A tristeza por exemplo, é uma emoção natural, que nos leva a entrar em contato conosco, à introspecção e à reflexão sobre nossas atitudes. Agora, uma vez estagnada, prolongada, acompanhada de sentimento de culpa, nos leva a depressão.
Podemos dividir a "depressão" em três formas, de acordo com o fator causal:
- Depressão Reativa ou Neurose Depressiva: - esta depende de um fator externo desencadeante, geralmente perdas ou frustrações, tais como separação, perda de um ente querido, etc.
- Depressão Secundária a Doenças Orgânicas: acidente vascular cerebral ("Derrame"), tumor cerebral, doenças da tireóide, etc.
- Depressão Endógena: por deficiência de neurotransmissores. Exs.: depressão do velho, depressão familiar e psicose maníaco-depressiva.
Estima-se que a depressão incida em cerca de 14% da população, ou seja, temos no Brasil cerca de 21 milhões de deprimidos.
Ela afeta todo o ser, acarretando uma série de desequilíbrios orgânicos, sobretudo, comprometendo a qualidade de vida, tornando a criatura infeliz e com queda do seu rendimento pessoal.
André Luiz cita nas suas obras que os estados da mente são projetados sobre o corpo através dos bióforos que são unidades de força psicossomáticas, que se localizam nas mitocôndrias. A mente transmite seus estados felizes ou infelizes a todas as células do nosso organismo, através dos bióforos. Ela funciona ora como um sol irradiando calor e luz, equilibrando e harmonizando todas as células do nosso organismo, e ora como tempestades, gerando raios e faíscas destruidoras que desequilibram o ser.
Segundo Emmanuel, a depressão interfere na mitose (divisão) celular, contribuindo para o aparecimento do câncer e de outras doenças imunológicas, sobretudo a deficiência imunitária facilitando às infecções.
Na depressão existe uma perda de energia vital no organismo, num processo de desvitalização.
O indivíduo perde energia por dois mecanismos principais:
1º) Perde sintonia com a Fonte Divina de Energia Vital: o indivíduo não se armando como deve, com sentimento de auto-estima em baixa, afasta de si mesmo, da sua natureza divina, elo de ligação com a fonte inesgotável do Amor Divino. Além do mais, o indivíduo ao se fechar em seus problemas e suas mágoas, cria um ambiente vibracional negativo, que dificulta o acesso da espiritualidade Maior em seu benefício.
2º) Gasto Energético Improdutivo: o indivíduo ao invés de utilizar o seu potencial energético para desenvolver potencialidades evolutivas, vivendo intensamente as experiências e os desafios que a vida lhe apresenta, desperdiça energia nos sentimentos de auto-compaixão, tristeza e lamentações. Sofre e não evolui.
CAUSAS PRINCIPAIS
A depressão está freqüentemente associada a dois sentimentos básicos: a tristeza e culpa degenerada em remorso.
Quando por algum motivo infringimos a lei natural, ao tomarmos consciência do erro cometido, temos dois caminhos a seguir:
1 - Erro>Consciência>Arrependimento>Tristeza>Reparação
2 - Erro>Consciência>Culpa-remorso (idéia fixa)>Depressão
O primeiro caminho é meio natural de nosso aperfeiçoamento. Uma vez tomando consciência de nossas imperfeições e erros cometidos, empreendemos o processo de regeneração através de lições reparadoras.
De outra maneira, se ao invés nos motivarmos a nos recuperarmos, nós nos abatermos, com sentimento de desvalia, de auto-punição, e permanecermos atrelados ao passado de erros, com idéias fixas e auto-obsessivas, nós estaremos caminhando para o estado de depressão, que é improdutivo no sentido de nossa evolução.
Outra condição que nos leva à depressão é citada pelo espírito de François de Geneve no Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V item 5 (A Melancolia), onde relata que uma das causas da tristeza que se apodera de nossos corações fazendo com que achemos a vida amarga é quando o Espírito aspira a liberdade e a felicidade da vida espiritual, mas, vendo-se preso ao corpo, se frustra, cai no desencorajamento e transmite para o corpo apatia e abatimento, se sentindo infeliz. Para François Geneve então, a causa inicial é esta ânsia frustrada de felicidade, liberdade almejada pelo espírito encarnado, acrescido das atribulações da vida com suas dificuldades de relacionamento interpessoal, intensificada pelas influências negativas de espíritos encarnados e desencarnados.
Outro fator que está determinando esta incidência alarmante de depressão nos nossos dias é o isolamento, a insegurança e o medo que estão acometendo as pessoas na sociedade contemporânea.
Absorvido pelos valores imperantes como o consumismo, a busca do prazer imediato, a competitividade, a necessidade de não perder, de ser o melhor, de não falhar, o homem está de afastando de si e de sua natureza. Adota então uma máscara(persona), que utiliza para representar um "papel" na sociedade. E, nesta vivência neurotizante, ele deixa de desenvolver sua potencialidades, não se abre, nem expõe suas emoções, pois estas demonstram que de fato ele é. Enclausurado, fechado nesta carapaça de orgulho e egoísmo, ele se isola e se sente sozinho. Solidão, não no sentido de estar só, mas de se sentir só. Mais do que se sentir só é a insatisfação da pessoa com a vida e consigo mesma.
O indivíduo nessa situação precisa se cercar de pessoas e de coisas para ficar bem, pois, desconhece que ele se basta pelo potencial divino que tem.
A solidão é conseqüência de sua insegurança, de sua imaturidade psicológica. Nos primeiros anos de vida, a criança enquanto frágil e insegura, é natural que tenha necessidade de que as pessoas vivam em função delas, dando-lhes atenção e proteção. É a fase do egocentrismo, predominantemente receptiva. Com o seu amadurecimento, começa a criar uma boa imagem de si, tornando-se mais seguro, e a partir de então, passa a se doar, a se envolver e a participar mais do a mundo. O que acontece é que certas pessoas, por algum motivo, têm dificuldades neste processo de amadurecimento afetivo, mantendo-se essencialmente receptivas e não participativas, exigindo carinho, respeito e atenção, sem se preocuparem da mesma forma com os outros. Fazem-se de vítimas, pobre coitados, sem as responsabilizarem por si.
Conseguem o seu equilíbrio às custas das conquistas exteriores. A primeira frustração que se deparam, não toleram, pois expõe suas fraquezas e isto motiva um quadro de depressão.
Em alguns idiomas, doença e vazio têm a mesma tradução. A doença seria decorrente de um vazio de sentimentos que gera depressão e adoece o ser.
Um indivíduo quando perde a capacidade de se amar, quando a auto-estima está debilitada, passa a ter dificuldade de amar o semelhante, pois o sentimento de amor, de generosidade para com o próximo, é um sentir de dentro para fora. Este sentimento de amor ao próximo, nada mais é do que uma extensão do nosso amor, da nossa sintonia com o Deus interior que nós temos em nós. A pessoa que tem dificuldade nesta composição de amar a si e, por conseqüência, amar o próximo, deixa de receber o amor e a simpatia do outro, e não consegue entra em sintonia com a fonte sublime inesgotável do Amor Divino. Nós limitamos aquilo que recebemos de Deus, na medida do quanto doamos ao próximo. Quem ama muito, muito recebe. Quem pouco ama, pouco recebe. Esse afastamento de si, e por conseguinte de Deus, gera a tristeza, o vazio, a depressão e a doença.
TRATAMENTO
A depressão é um sintoma que nos diz que não estamos nos amando como deveríamos.
O caminho para sairmos dela é preencher este vazio com a recuperação da auto-estima e do amor em todos os sentidos. Primeiro, procurando nos conhecer e nos analisar, com o intuito de nos descobrirmos, sem nos julgarmos, sem nos punirmos ou nos culparmos. E depois, nos aceitarmos como somos, com todas as nossas limitações, mas sabendo que temos toda potencialidade divina dentro de nós, esperando para desabrochar como sementes de luz. Isto nada mais é do que desenvolver a fé em si e no criador, sentimento este que transforma e que nos liga diretamente a Deus.
Uma pessoa consciente de sua riqueza interior passa a ter segurança e fé nas suas potencialidades infinitas, começando a gostar e acreditar em si, amando-se e a partir de então, sentindo necessidade de expandir este sentimento a tudo e todos. Começa assim a se despertar para os verdadeiros valores da vida espiritual, se transformando numa pessoa feliz e sorridente, pois onde existe seriedade, há algo de errado; a seriedade está ligada ao ser doente. Sorria e seja feliz amando e servindo sempre.
A terapia contra a depressão se baseia no amar e no servir, se envolvendo em trabalhos úteis e no serviço do bem. Seja no trabalho profissional, no trabalho do lazer, ou no trabalho de servir ao próximo, o indivíduo se ocupa, exercita o amor, e deixa de se envolver com as lamentações, pois a infelicidade faz seu ninho no escuro dos sentimentos de cada um. Dificilmente conheceremos um deprimido, entre aqueles que trabalham a serviço do bem.
Para doarmos este amor, não basta somente fazermos obras de caridade, temos que nos tornarmos caridosos; antes de fazermos o bem temos que ser bons. Darmos um pão, um agasalho, mais junto colocarmos uma boa dose de afeto e carinho. Ser acima de tudo generosos, que é a caridade com afeto. As pessoas estão com fome de amor, de calor humano, um ombro amigo, um abraço, um aconchego e uma palavra de carinho.
Às vezes, com um simples sorriso, um bom dia, um olhar afetuoso, nós estamos doando energia e transmitindo vida.
O homem alcançou um enorme progresso intelectual, satisfazendo suas necessidades materiais com os avanços tecnológicos. Porém, ainda se depara com enormes dificuldades na convivência fraterna com o seu semelhante. Estamos cada vez mais próximos um dos outros através dos meios de comunicação e, no entanto, mais afastados emocionalmente. Agora, o homem está sentindo a necessidade premente de desenvolver a afetividade, de se envolver, amar e sentir o seu semelhante.
Temos que ressuscitar e liberar a criança que está esquecida dentro de nós. Para resgatarmos esta criança que adormece em nós, é necessário que vejamos o mundo de forma positiva e otimista. A nossa criança interior, geralmente se encontra retraída e oprimida, porque a vida nos apresenta de forma desagradável; ainda não vivemos de forma natural, espontânea e isto gera ansiedade e sofrimento. Como a criança é movida pelo prazer, ela se recolhe e não se manifesta.
A criança não se julga, não se pune. Ela apenas vive o hoje, o agora, integrada perfeitamente a Deus e à natureza. "Deixai vir a mim as criancinhas porque o reino dos céus é de quem vos assemelham" - com estas palavras quis Jesus dizer que teremos que ser puros, autênticos, integrados com a nossa natureza divina, sem fugas ou máscaras, para alcançarmos a nossa evolução espiritual. Ter atitudes simples, como lidar com animais, brincar com crianças, atividades criativas como a pintura, tocar um instrumento, fazer pequenas tarefas domésticas, cozinhar, manter uma conversa amena, contar um caso, ver um bom filme, escutar uma música, cantar, sorrir, ouvir com atenção, olhar com ternura, tocar as pessoas, abraçar, fazer um elogio sincero, curtir a natureza, admirar o por do sol, etc. Estas são tarefas que muito lhe ajudará a reencontrar o equilíbrio e a harmonia interior.
Manter sempre o bom humor. Aquele que tem no ideal de servir uma meta de vida, será sempre uma pessoa feliz. Na vida o que mais importa é o amor e o bem querer das pessoas, viver suas emoções; não se deixar afetar por coisas pequenas. Muitas vezes nos deixamos abater por problemas, que se olharmos com olhos de Espíritos Eternos em passagem pela Terra, não valorizaríamos.
Substituir sentimentos de auto-piedade por vibrações em favor dos que sofrem. Se olharmos com atenção e interesse ao nosso redor, veremos que existem pessoas com problemas muito piores, que o nosso a pedir socorro.
Procurar praticar atividades físicas regulares, como a caminhada, um esporte, um lazer. A mente parada começa a criar pensamentos negativos, que se assemelham a lixos amontoados dentro de casa. Com estas atividades, você estará desviando sua mente destes pensamentos deletérios.
Tornar-se empreendedor, dinâmico, criando idéias novas e construtivas em benefício do semelhante, com motivação para implementá-las, junto ao grupo ou a comunidade que pertence. Não fique estagnado esperando que a coisas aconteçam em seu favor. Aja em favor do próximo e não se surpreenda se você for o mais beneficiado.
Leituras edificantes, uma conversa com um amigo, um terapeuta ou um orientador espiritual, ajuda você a ver o problema por um outro ângulo.
A oração é um recurso indispensável no processo de recuperação. Através dela estabelecemos sintonia com a Espiritualidade Maior, facilitando o caminho para que nos inspirem e revigorem nossas energias.
Não nascemos para sofrer. A vontade de Deus é a nossa alegria e a nossa felicidade. Se sofrermos é por nossa causa. Os nossos problemas e nossas dificuldades devem ser interpretadas como instrumentos para nossa evolução.
Nunca devemos nos deprimir ou nos revoltar contra eles. O melhor aprendizado, é aquele que tiramos de nossa própria vida.
Vocábulo "crise" em algumas línguas podem ter dois significados: a oportunidade ou perigo. Oportunidade de crescimento ou perigo de queda.
O que importa é sabermos que os problemas , que deparamos na vida só surgem quando já temos condições de solucioná-los. Como disse o Mestre Jesus: " O Pai não coloca fardos pesados em ombros fracos". Deste modo, ficamos mais fortes ao saber que temos todas as condições interiores, para enfrentar as dificuldades que a vida nos apresenta.
Ter consciência, que acima de tudo, tem um Deus maior a zelar por nós e que nunca nos abandona. Confiar em Jesus e seguir seu exemplo de vida: "Eu sou o Bom Pastor; tende bom ânimo; não se turbe o vosso coração; vinde a mim vós que andais afatigados, cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei".
SUICÍDIO
Uma das causas de suicídio é o indivíduo se achar impotente e fraco para enfrentar suas dificuldades. Ele se julga inferior, incapaz, vítima da sociedade, desprezando a força que tem. Aí os problemas passam uma dimensão muito maior, e ele se vê impossibilitado para resolvê-los.
Segundo esta linha de raciocínio, não existe pessoa "fraca" a ponto de não suportar um problema, que ele julga, de certa forma, demasiado para si. O que de fato ocorre é que esta criatura não teve força de mobilizar a sua vontade própria para enfrentar aquele desafio. Preferiu fugir, acreditando poder se libertar daquela situação. Só que não irá conseguir, pois a morte é apenas uma mudança de estado. A pessoa continua sendo a mesma, com os mesmos sentimentos e os mesmos problemas.
O mais grave é que o suicida acarreta danos ao seu perispírito. Quando voltar a reencarnar, além de enfrentar os velhos problemas ainda não solucionados, terá acrescido a necessidade de reajustar a sua lesão perispiritual.
Devemos ter a vontade firme de eliminar o mal invasivo da depressão, e vários caminhos podem ser percorridos: tratamento medicamentoso (às vezes necessário), trabalho espiritual incluindo a desobsessão, água fluidificada, passes magnéticos, trabalho beneficente, mudança de atitude mental, etc.
Após iniciado o processo de recuperação é necessário que nos tornemos vigilantes, pois é muito comum a melhora cíclica, com altos e baixos. "Vigiai e orai". É importante aproveitar os períodos de melhora para empreender trabalhos edificantes no bem, consolidando as conquistas efetuadas.
Uma coisa fundamental que devemos ter consciência é que ninguém e nada tem a capacidade de nos fazer infelizes se não quisermos. O centro de gravidade do nosso equilíbrio psico-emocional tem que estar localizado dentro de nós e não nas coisas exteriores.
Não se deve condicionar a sua felicidade a algo que aconteça ou esperar que alguém o faça feliz. Estando com o seu centro de equilíbrio estável, se amando e se aceitando como é, você passa a viver o agora e aceitar as pessoas e as circunstâncias como elas são. Além disto, passamos a ver as qualidades do outro e não os seus defeitos, pois, geralmente vemos o outro como um reflexo do nosso estado íntimo.
Não aceite o convite para sofrer, que venha de outra pessoa ou de você para você mesmo. Proteja-se. Emita pensamentos bons.
Nada pode abalar aquele que alcançou o amor, a paz, a harmonia interior e sobretudo a Fé em Deus.
 
BIBLIOGRAFIA
Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo - 2ª edição - FEB - cap. V, item 25
Franco, Divaldo Pereira - O Homem Integral - 3ª edição - Livraria Espírita Alvorada
Xavier, Francisco Cândido - Missionários da Luz - FEB - 21ª edição
Revista Espírita Allan Kardec - Ano X - n. 37
Xavier, Francisco Cândido - O Consolador - FEB - 13ª edição
Silva, Marco Aurélio (Dr) - Editora Best Seller
 

( Texto extraído do BOLETIM DA ASSOCIAÇÃO MÉDICO-ESPÍRITA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO )
 

NOSTALGIA E DEPRESSÃO



NOSTALGIA E DEPRESSÃO
Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco
 
As síndromes de infelicidade cultivada tornam-se estados patológicos mais profundos de nostalgia, que induzem à depressão.
O ser humano tem necessidade de auto-expressão, e isso somente é possível quando se sente livre.
Vitimado pela insegurança e pelo arrependimento, torna-se joguete da nostalgia e da depressão, perdendo a liberdade de movimentos, de ação e de aspiração, face ao estado sombrio em que se homizia.
 
A nostalgia reflete evocações inconscientes, que parecem haver sido ricas de momentos felizes, que não mais se experimentam. Pode proceder de existências transatas do Espírito, que ora as recapitula nos recônditos profundos do ser. lamentando, sem dar-se conta, não mais as fruir; ou de ocorrências da atual.
 
Toda perda de bens e de dádivas de prazer, de júbilos, que já não retornam, produzem estados nostálgicos. Não obstante, essa apresentação inicial é saudável, porque expressa equilíbrio, oscilar das emoções dentro de parâmetros perfeitamente naturais. Quando porém, se incorpora ao dia-a-dia, gerando tristeza e pessimismo, torna-se distúrbio que se agrava na razão direta em que reincide no comportamento emocional.
 
A depressão é sempre uma forma patológica do estado nostálgico.
 
Esse deperecimento emocional, fez-se também corporal, já que se entrelaçam os fenômenos físicos e psicológicos.
 
A depressão é acompanhada, quase sempre, da perda da fé em si mesmo, nas demais pessoas e em     Deus... Os postulados religiosos não conseguem permanecer gerando equilíbrio, porque se  esfacelam ante as reações aflitivas do organismo físico. Não se acreditar capaz de reagir ao estado crepuscular, caracteriza a gravidade do transtorno emocional.
 
Tenha-se em mente um instrumento qualquer. Quando harmonizado, com as peças ajustadas, produz, sendo utilizado com precisão na função que lhe diz  respeito. Quando apresenta qualquer irregularidade mecânica, perde a qualidade operacional. Se a deficiência é grave, apresentando-se em alguma peça relevante, para nada mais serve.
 
Do mesmo modo, a depressão tem a sua repercussão orgânica ou vice-versa. Um equipamento     desorganizado não pode produzir como seria de desejar. Assim, o corpo em desajuste leva a estados emocionais irregulares, tanto quanto esses produzem sensações e enarmonias perturbadoras na conduta psicológica.
 
No seu início, a depressão se apresenta como desinteresse pelas coisas e pessoas que antes tinham sentido existencial, atividades que estimulavam à luta, realizações que eram motivadoras para o sentido da vida.
 
À medida que se agrava, a alienação faz que o paciente se encontre em um lugar onde não está a sua realidade. Poderá deter-se em qualquer situação sem que participe da ocorrência, olhar distante e a mente sem ação, fixada na própria compaixão, na descrença da recuperação da saúde. Normalmente, porém, a grande maioria de depressivos pode conservar a rotina da vida, embora sob expressivo esforço, acreditando-se incapaz de resistir à situação vexatória, desagradável, por muito tempo.
Num estado saudável, o indivíduo sente-se bem, experimentando também dor, tristeza, nostalgia,     ansiedade, já que esse oscilar da normalidade é característica dela mesma. Todavia, quando tais     ocorrências produzem infelicidade, apresentando-se como verdadeiras desgraças, eis que a depressão se está fixando, tomando corpo lentamente, em forma de reação ao mundo e a todos os seus elementos.
 
A doença emocional, desse modo, apresenta-se em ambos os níveis da personalidade humana: corpo e mente.
 
O som provém do instrumento. O que ao segundo afeta, reflete-se no primeiro, na sua qualidade de     exteriorização.
 
Idéias demoradamente recalcadas, que se negam a externar-se - tristezas, incertezas, medos,  ciúmes, ansiedades - contribuem para estados nostálgicos e depressões, que somente podem ser resolvidos, à medida que sejam liberados, deixando a área psicológica em que se refugiam e libertando-a da carga emocional perturbadora.
 
Toda castração, toda repressão produz efeitos devastadores no comportamento emocional, dando     campo à instalação de desordens da personalidade, dentre as quais se destaca a depressão.
 
É imprescindível, portanto, que o paciente entre em contato com o seu conflito, que o libere, desse     modo superando o estado depressivo.
 
Noutras vezes, a perda dos sentimentos, a fuga para uma aparência indiferente diante das desgraças próprias ou alheias, um falso estoicismo contribuem para que o fechar-se em si mesmo, se  transforme em um permanente estado de depressão, por negar-se a amar, embora reclamando da falta de amor dos outros.
 
Diante de alguém que realmente se interesse pelo seu problema, o paciente pode experimentar uma     explosão de lágrimas, todavia, se não estiver interessado profundamente em desembaraçar-se da     couraça retentiva, fechando-se outra vez para prosseguir na atitude estóica em que se apraz, negando o mundo e as ocorrências desagradáveis, permanecerá ilhado no transtorno depressivo.
 
Nem sempre a depressão se expressará de forma autodestrutiva, mas com estado de coração pesado ou preso, disfarçando o esforço que se faz para a rotina cotidiana, ante as correntes que prostram no leito e ali retêm.
 
Para que se logre prosseguir, é comum ao paciente a adoção de uma atitude de rigidez, de     determinação e desinteresse pela sua vida interna, afivelando uma máscara ao rosto, que se apresenta patibular, e podem ser percebidas no corpo essas decisões em forma de rigidez, falta de movimentos harmônicos...
 
Ainda podemos relacionar como psicogênese de alguns estados depressivos com impulsos suicidas, a conclusão a que o indivíduo chega, considerando-se um fracasso na sua condição, masculina ou feminina, determinando-se por não continuar a existência. A situação se torna mais grave, quando se acerca de uma idade especial, 35 ou 40 anos, um pouco mais, um pouco menos, e lhe parece que não conseguiu o que anelava, não se havendo realizado em tal ou qual área, embora noutras se encontre muito bem. Essa reflexão autopunitiva dá gênese a estado depressivo com indução ao suicídio.
 
Esse sentimento de fracasso, de impossibilidade de êxito pode, também, originar-se em alguma agressão ou rejeição na infância, por parte do pai ou da mãe, criando uma negação pelo corpo ou por si mesmo, e, quando de causa sexual, perturbando completamente o amadurecimento e a expressão da libido.
 
Nesse capítulo, anotamos a forte incidência de fenômenos obsessivos, que podem desencadear o     processo depressivo, abrindo espaço para o suicídio, ou se fixando, a partir do transtorno psicótico,
direcionando o paciente para a etapa trágica da autodestruição.
 
Seja, porém, qual for a gênese desses distúrbios, é de relevante importância para o enfermo considerar que não é doente, mas que se encontra em fase de doença, trabalhando-se sem autocomiseração, nem autopunição para reencontrar os objetivos da existência. Sem o esforço pessoal, mui dificilmente será encontrada uma fórmula ideal para o reequilíbrio, mesmo que sob a terapia de neurolépticos.
 
O encontro com a consciência, através de avaliação das possibilidades que se desenham para o     ser, no seu processo evolutivo, tem valor primacial, porque liberta-o da fixação da idéia depressiva, da autocompaixão, facultando campo para a renovação mental e a ação construtora.
 
Sem dúvida, uma bem orientada disciplina de movimentos corporais, revitalizando os anéis e     proporcionando estímulos físicos, contribui de forma valiosa para a libertação dos miasmas que intoxicam os centros de força.
 
Naturalmente, quando o processo se instala - nostalgia que conduz à depressão - a terapia bioenergética (Reich, como também a espírita), a logoterapia (Viktor Frankl), ou conforme se apresentem as síndromes, o concurso do psicoterapeuta especializado, bem como de um grupo de ajuda, se fazem indispensáveis.
 
A eleição do recurso terapêutico deve ser feita pelo paciente, se dispuser da necessária lucidez para     tanto, ou a dos familiares, com melhor juízo, a fim de evitar danos compreensíveis, os quais, ocorrendo, geram mais complexidades e dificuldades de recuperação.
 
Seja, no entanto, qual for a problemática nessa área, a criação de uma psicosfera saudável em torno     do paciente, a mudança de fatores psicossociais no lar e mesmo no ambiente de trabalho constituem valiosos recursos para a reconquista da saúde mental e emocional.
 
O homem é a medida dos seus esforços e lutas interiores para o autocrescimento, para a aquisição das paisagens emocionais.
 
( trecho extraído do livro " AMOR IMBATÍVEL AMOR")
 

domingo, 1 de agosto de 2010

Depressão: Reconheça a doença


O diagnóstico da depressão começa com um exame físico. Há algumas viroses, remédios e doenças que podem causar sintomas parecidos com os da depressão. O médico irá querer saber quando os sintomas começaram, quanto eles estão durando e o quão severos são. Também irá querer saber se você já sentiu algo parecido antes e qual foi o tratamento.
A doença pode se manifestar de formas muito diferentes. Uma pessoa, por exemplo, pode ficar apática, enquanto outra pode se tornar agitada e irritada. Os sintomas mais comuns são tristeza; perda de prazer; falta de esperança; culpa; pessimismo; fadiga; perda de memória e de concentração; irritabilidade; distúrbios do sono; mudança no apetite; dores físicas que não respondem a tratamentos; pensamentos de suicídio e morte e falta de auto-estima.
O histórico familiar também é importante, assim como o uso de drogas e álcool. Embora não exista nenhum exame para diagnosticar a depressão, há algumas características que podem levar ao diagnóstico apropriado. Se uma doença física for descartada, seu médico deverá considerar lhe encaminhar para um psicólogo ou para um psiquiatra.Eles vão determinar qual é o melhor tratamento para seu caso: psicoterapia ou remédio ou a combinação de ambos.  
A eletroconvulsoterapia também pode ser indicada para casos mais graves ou para pacientes com intolerância aos remédios. É realizada em clínicas, com o uso de anestesia geral. O paciente recebe alguns choques. No passado, por ter sido usado de forma indiscriminada, ele gerou muitas críticas e polêmicas.
Você precisa de ajuda:
Quando a depressão estiver afetando negativamente sua vida, como ao causar dificuldades nos relacionamentos, nas questões do trabalho ou disputas familiares
Se alguém que você conhece estiver tendo pensamentos suicidas
Depressão e suicídio
A prevenção do suicídio é possível. Na maioria dos casos, há sinais de que alguém pensa em se suicidar. O jeito mais eficiente de prevenir o suicídio é reconhecer o risco, levá-lo a sério e saber como encará-lo. Os sinais de alerta são:
Pensar em se suicidar
Sempre pensar ou falar sobre a morte
Falar que está sem esperança e que acha que nada vale a pena
Dizer coisas como: Seria melhor se eu não estivesse aqui
Depressão
Alterações repentinas de humor
Colocar-se em situações de risco, como dirigir rapidamente
Perder interesse por coisas que antes curtia
Visitar pessoas para dizer adeus
Fique especialmente preocupado se uma pessoa exibir qualquer um desses sinais e mais ainda se ela já tentou se matar no passado. Neste caso, estimule a pessoa a buscar ajuda médica. Não a deixe sozinha nem próxima a armas ou drogas.
Tipos de depressão
Embora esses sintomas sejam característicos da depressão, eles podem ocorrer de diferentes maneiras, como problemas temporais ou associados a características de mania. Os tipos são:
Depressão clássica
Transtorno bipolar
Distimia
Depressão sazonal
Depressão psicótica
Depressão pós-parto
Depressão clássica
Um indivíduo em depressão clássica sente um profundo e constante sentimento de desesperança e desespero. A depressão clássica é manifestada por uma combinação de sintomas que interferem na habilidade de trabalhar, estudar, dormir, comer e realizar atividades antes prazerosas. É comum que episódios de depressão ocorram várias vezes durante a vida.
Quem passa pela depressão clássica?
A depressão ocorre em homens e mulheres de qualquer idade. Porém ela comete mais as mulheres. Há de duas a três mulheres deprimidas para cada homem. Não se pode ao certo determinar o motivo disso, mas os médicos avaliam fatores genéticos e hormonais. Mas também pode ser que a depressão nos homens não seja bem reportada. Os homens sofrem de depressão clássica tendem a procurar menos ajuda do que as mulheres. Os sinais de depressão em homens estão mais relacionados à irritabilidade, raiva e uso abusivo de drogas e álcool.
O que pode gerar a depressão?
Dor (perda de uma pessoa amada, fim de um casamento por exemplo)
Disputas interpessoais (conflitos com pessoas queridas, chefes ou abusos sexual, físico ou emocional)
Mudanças na vida (mudança de casa, graduação, troca de emprego, aposentadoria)
Déficits interpessoais (lidar com o isolamento social ou sentimentos de privação)
Mas nem todo mundo tem um motivo tem um motivo desses epode apresentar o problema, mesmo assim.
Como a depressão clássica é diagnosticada?
Se você está deprimido ou tem sintomas que duram mais de duas semanas, procure um médico ou um psiquiatra. Seu médico lhe fará passar por uma avaliação, prestando bastante atenção ao seu histórico familiar e psiquiátrico. Não há exames específicos para detectar a depressão. Mas um exame de sangue, por exemplo, pode apontar doenças com sintomas parecidos com a depressão, como o hipotireodismo.
Quais tratamentos estão disponíveis para o tratamento da depressão clássica?
A depressão clássica é uma doença séria, mas tratável. Seu médico, muito provavelmente, irá lhe prescrever um remédio antidepressivo. Uma terapia também pode ser recomendada.
Distimia
A distimia, também chamada de depressão crônica, é a forma menos intensa de depressão, mas seus sintomas duram por um longo período, inclusive anos. As pessoas que sofrem de distimia geralmente vivem normalmente, mas parecem estar sempre infelizes. É comum quem tem distimia também enfrentar a depressão clássica por um período. Isso é chamado de depressão dupla. Os sintomas são os mesmos da depressão clássica:
Tristeza e pessimismo persistente
Sentimento de culpa, desesperança ou que nada vale a pena
Perda de interesse ou prazer por atividades que antes você curtia. Isso inclui o sexo
Dificuldade de concentração e reclamações de memória fraca
Ganho ou perda de peso
Fadiga, baixa energia
Ansiedade, agitação e irritação
Pensamentos suicidas
Movimentos e fala lentos
Dor de cabeça, de estômago e problemas digestivos
Como a distimia é diagnosticada?
Se você está deprimido e apresenta sintomas por mais de duas semanas, visite um médico ou um psiquiatra. Assim como em outros tipos de depressão, não existem exames físicos capazes de detectar a distimia. Só um médico poderá detectá-la.
Quais são os tratamentos?
A distimia é uma doença séria, mas tratável. Algumas pessoas vão reagir bem só com a terapia. Mas outras irão precisar da medicação.
Depressão maníaco-depressiva ou transtorno bipolar
É um transtorno bipolar que acomete cerca de 1% da população. Em geral, manifesta seus primeiros sintomas na adolescência, quando o jovem alterna fases depressivas com outras de euforia ou irritação. Pode também ter uma redução no número de horas necessárias de sono, hiperatividade e aumento da auto-estima. Ao mesmo tempo, não consegue realizar tarefas por causa de uma grande desconcentração.
Depressão sazonal
É aquela depressão que aparece todo ano, sempre na mesma época. É comum ocorrer no inverno, quando, além dos sintomas tradicionais da depressão, a pessoa sente uma extrema falta de energia, um aumento na necessidade de dormir, vontade de comer carboidratos, aumento do apetite, fome e desejo de ficar sozinho. É mais comum observá-la em pessoas que vivem em regiões de altas altitudes, onde as variações climáticas são maiores. Além disso, a luminosidade também pode ter um papel importante nesse tipo de depressão. Por isso, além dos remédios, o médico pode receitar mais luzes em sua casa ou escritório.
Depressão psicótica
Além dos sintomas da depressão, a depressão psicótica também inclui algumas características da psicose, como alucinação e ilusões (pensamentos irracionais e medos). Os sintomas mais comuns são:
Ansiedade
Agitação
Hipocondria
Insônia
Imobilidade física
Constipação
Dificuldade intelectual
Psicose
O tratamento pode incluir uma internação hospitalar e a constante visitação médica. Uma combinação de antidepressivos e medicamentos anti-psicóticos costumam fazer os sintomas ficarem mais leves. A eletroconsulsoterapia também pode ser usada.
Depressão pós-parto
É uma complexa mistura de mudanças físicas, emocionais e de comportamento que ocorre após o parto. Essa depressão é atribuída a alterações químicas, sociais e psicológicas. Afeta de 50% a 75% das mulheres no período que vai do parto até o restabelecimento dos órgãos genitais da mulher (puerpério). Cerca de 10% das mulheres desenvolvem um tipo de depressão mais grave, que se estende por um longo período pós-parto. E uma a cada um milhão de mulheres tem a psicose pós-parto, a modalidade mais séria de depressão pós-parto. Alguns fatores aumentam o risco de depressão pós-parto:
Ter um histórico de depressão ou de tensão pré-menstrual
A idade na época da gravidez. Quanto mais nova você for, maiores as chances
Pouco apoio
Filhos.Quantos mais filhos você tiver, mais chance há de desenvolver a doença
Conflitos no casamento
Dúvidas sobre a gravidez
Baby blues - Afeta de 50% a 75% das mulheres depois do parto. A pessoa sente vontade de chorar sem motivos aparentes, além de tristeza e ansiedade. Em geral, inicia-se na primeira semana depois do parto. Apesar de esse estado ser desconfortável, ele costuma passar em duas semanas, sem qualquer tratamento.
Depressão pós-parto É um caso mais sério do que a depressão baby blues, afetando uma a cada dez mães. Você pode sentir alternâncias de humor entre altos e baixos , choros freqüentes, irritabilidade, fadiga, sentimento de culpa, ansiedade e inabilidade para cuidar do seu bebê ou de si própria. Os sintomas podem aparecer logo após o parto, uns dias depois ou levar até um ano para surgir. Apesar de os sintomas durarem de algumas semanas a um ano, o tratamento com terapia e antidepressivo é bastante eficiente.
Psicose pós-parto É um tipo bastante grave de depressão pós-parto e requer atenção médica. É bastante rara, afetando uma a cada mil mulheres depois do parto. Os sintomas em geral surgem logo após o parto e são intensos. São eles: agitação, confusão, falta de esperança, vergonha, insônia, paranóia, ilusões, alucinações, hiperatividade, fala rápida e mania. Requer tratamento imediato porque aumenta o risco de suicídio e de pode acabar prejudicando o bebê. O tratamento inclui internação para a mãe e remédios.
O que causa a depressão pós-parto?
Precisa-se de mais pesquisas para estabelecer o vínculo entre a queda de hormônios após o parto e a depressão. Os níveis de estrogênio e progesterona (hormônios femininos) aumentam bastante durante a gravidez e caem logo depois rapidamente. Três dias depois do parto, os hormônios atingem o nível anterior à gravidez. Além disso, alterações sociais e psicológicas ligadas à maternidade criam e aumentam o risco de depressão.
Como evitar?
Aqui estão algumas dicas:
Seja realista em relação a suas expectativas quanto ao bebê e a si própria
Restrinja as visitas quando for para casa
Peça ajuda: deixe os outros lhe ajudarem
Durma quando seu bebê dormir
Exercite-se: faça uma caminhada e saia de casa
Evite álcool e cafeína
Não se isole: fale com familiares e amigos
Fomente a relação com seu parceiro. Deixe um tempo para os dois
Espere bons e maus dias  
Tratamento
O tratamento é diferenciado para cada mulher, dependendo do tipo e da gravidade da depressão. Pode incluir antidepressivos e terapia. Sinais de alerta de suicídio
Pensar em se suicidar
Sempre pensar ou falar sobre a morte
Falar que está sem esperança e que acha que nada vale a pena
Dizer coisas como: Seria melhor se eu não estivesse aqui
Depressão
Alterações repentinas de humor
Colocar-se em situações de risco, como dirigir rapidamente
Perder interesse por coisas que antes curtia
Visitar pessoas para dizer adeus Fique especialmente preocupado se uma pessoa exibir qualquer um desses sinais e mais ainda se ela já tentou se matar no passado. Nesse caso, estimule a pessoa a buscar ajuda médica. Não a deixe sozinha nem próxima a armas ou drogas.
Fonte: Minha Vida

Primeiros Erros.......



Primeiros Erros
Capital Inicial
Composição: Kiko Zambianchi

Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde estou
Meu destino não é de ninguém
E eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende não vê
Se não me vê não entende

Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende
Se o meu corpo virasse sol
Se a minha mente virasse sol
Mas só chove, chove
Chove, chove

Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove, chove
Chove, chove (2x)

Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas só chove, chove
Chove, chove
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove, chove
Chove, chove

Depressão...tristeza sem fim........



Depressão... a tristeza sem fim
por Maria Isabel de oliveira - marybel.flores@gmail.com

Não é raro ouvir das pessoas a frase “estou deprimido”. Qualquer pequena frustração ou tristeza passou a ser tomada como sinônimo desse mal de difícil erradicação (principalmente por sua complicada identificação).

Todos nós temos nossos dias nublados; por mais que faça sol ou seja feriadão prolongado, às vezes nuvens negras embaçam os olhos de nossa mente e coração. Aquele sentimento esquisito cuja resposta invariável é “não sei” tem um nome: Depressão. Mal moderno, desconhecido nos tempos de juventude de nossos bisavós, parece ter sido incorporado pela humanidade deste século como um arquétipo absolutamente normal.

A tristeza - própria da natureza humana - é igualmente inútil, mas com uma causa definida. Se alguém lhe dirige ofensas: se sua violeta predileta morre em plena floração: se seu bichano some; se você “leva o bolo” de uma pessoa querida, etc, é natural sentir-se triste. Mas aquela tristeza indefinida, de causa desconhecida, que parece se instalar para todo o sempre, que tira umas semanas de férias, mas depois volta com carga redobrada, sem aviso prévio, isso é depressão.

Em lugares de clima frio e de pouco sol, como nos países do hemisfério norte, as crises são mais constantes. Nessas regiões, outono e inverno, caracterizados pela ausência quase total de sol, causam distúrbios no humor das pessoas, já que o frio e a falta de luz intensa do sol parecem facilitar estados depressivos.

A questão mais incômoda no que se refere à depressão é a maneira de combatê-la, já que, geralmente, desconhecemos suas causas. Os sintomas, porém são facilmente detectáveis. Fisicamente um cansaço prolongado (injustificado ou, muitas vezes, resultante de insônia) é bastante comum nas pessoas deprimidas. A preguiça (do tipo “odeio segundas-feiras”) é característica. Também palpitações ou pressão no peito, tonturas, sudorese acentuada, dificuldades respiratórias, resfriados constantes, acidez estomacal e perturbações digestivas (o que está sendo difícil digerir na sua vida?). Perda de apetite (inclusive sexual) denota estados depressivos, além da letargia/ apatia constantes.

Entre os sintomas psicológicos mais comuns destacam-se momentos de profunda tristeza, choro compulsivo sem causa aparente, hostilidade/irritação (principalmente com aqueles que estão de “bem com a vida”), ansiedade desesperança, perda de afeição (dificuldade em dar e receber amor), vontade de morrer (que inclui tentativas de suicídio).

As causas, como já dissemos, são desconhecidas da pessoa que experimenta a depressão, mas se refletem em sua vida prática de várias maneiras. Essas pistas possibilitam identificar o mal com mais clareza, para que possamos diagnosticá-lo e enfrentá-lo. A falta de objetivos futuros ou colocação de metas inadequadas ao seu progresso pessoal, baixa auto-estima (a aparência descuidada é um ótimo sensor de estados depressivos, principalmente nas pessoas vaidosas), falta de realização na carreira, entre outros. Também nos pegamos fazendo comparações absurdas do nosso potencial em relação ao de outras pessoas (valorizamos apenas as qualidades dos outros e exageramos nossos defeitos, sem observar as fraquezas de terceiros).

É considerada normal a depressão pós-parto, comum à maioria das mulheres. Estando em contato íntimo e profundo com o bebê que cresce dentro dela, a mãe sente-se deprimida e “vazia” ao dar à luz. Na esfera profissional, muitas pessoas experimentam o mesmo vazio quando concluem um projeto. Observou-se que os grandes empreendedores mantêm a mente sempre aberta a novas e ousadas criações, projetando-se nos planos que estão por vir. Assim, com metas sempre delineadas à frente, jamais experimentam o esvaziamento típico da depressão pós-parto.

A sensação de frustração e conseqüente estado depressivo, paradoxalmente, acompanha os que, ao contrário, padecem de hiperatividade intelectual. Se os planos ficam só na esfera mental e nunca se realizam no mundo material, tornam-se assustadores fantasmas a entristecer o seu criador.

Quando alguém nos desaponta, também é comum cairmos em depressão. Esta é uma das armadilhas mais perigosas deste mal; aqui é útil lembrar que “ninguém é capaz de fazer você sentir-se desta ou daquela maneira”. Sentir-se, verbo reflexivo, só acontece dentro de você, com a sua permissão; há uma gama enorme de opções de sentimentos à sua escolha. Auxiliado pela razão e pela intuição, você, e ninguém mais, é capaz de decidir qual o estado adequado para o momento.

Os métodos mais conhecidos para tratar a depressão são a administração de medicamentos, a eletroterapia, a psicoterapia e as terapias naturais. O primeiro e mais antigo teve origem através dos curandeiros primitivos. Registros apontam que Hipócrates, há mais de 2 mil anos, prescrevia heléboro, erva medicinal de propriedades analgésicas, aos doentes de males emocionais; os chineses recorriam à efedrina; povos primitivos usavam o ópio, a mescalina e a semente de papoula para trazer euforia às pessoas em estados depressivos.

A partir de meados dos anos 50 e na década de 60, principalmente, as drogas antidepressivas ganharam impulso nos Estados Unidos. De lá para cá, desenvolveram-se vários tipos de drogas. A eletroterapia ou eletroconvulsoterapia, popularmente conhecida como eletrochoque, teve seu auge nos anos 40/50. Os principais efeitos colaterais registrados nos depressivos submetidos a esse tratamento foram dores de cabeça, confusão mental e perturbações de memória.

Embora apresentem resultados rapidamente, cerca de um mês após iniciado o tratamento, tanto a eletroterapia como a terapia por medicamentos têm se revelado eficientes apenas no combate aos sintomas da depressão, e não do mal em si.

A psicoterapia e as terapias naturais, mesmo mais caras e demoradas, na opinião dos especialistas é capaz de causar mudanças mais efetivas de comportamento e conseqüente eliminação dos estados depressivos. Alguns psiquiatras recomendam a combinação destas com uma das terapias anteriormente descritas, objetivando minimizar os males que a depressão causa enquanto não é totalmente eliminada.

Quando perceber que está entrando em depressão, mantenha a cabeça erguida e os olhos voltados para cima. Eu desafio qualquer pessoa a permanecer deprimida dirigindo o olhar e o pensamento para o alto. Não há depressão que resista a uma boa dose de alegria. Agite. Ainda que seja preciso um grande esforço, saia da “segurança” de sua caminha quente e exponha-se. Começe a caminhar ou a correr, faça um passeio, olhe nos olhos das outras pessoas, ande de bicicleta (se souber!!!). Escolha uma música de ritmo agitado e se ponha a dançar. Cultive a coragem e a vontade de viver. Busque ajuda terapêutica, converse com alguém, mantendo ativado o seu diálogo interno “O que quero evitar? Do que estou fugindo?”. Lembre-se de que o que está tentando evitar não desaparecerá até que o enfrente... Aventure-se!!!

Texto revisado por: Cris

por Maria Isabel de oliveira - marybel.flores@gmail.com
Maria Isabel de Oliveira tem formação em Cosmobiologia e Naturopatia, especialização em Fitoenergética e pós-graduação em Análise Bioenergética.
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E-mail: marybel.flores@gmail.com
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Quem sou eu ?


Vivo em um corpo que não é meu
e uma vida que não é minha...
Me sinto perdida em minha própria exstência !
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